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    “o que eu quero ser quando crescer” bio vs med

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    E porquê desisti de medicina. E talvez uma desmistificação de que essa área é mesmo prestigiada (por mim).

    *estou mais feliz porque ao participar do beda (blog everyday in august), estou escrevendo mais, e consigo perceber que aos poucos, vou melhorando. Isso é beeem legal, ~ c voz de criança mesxmo

    Após um tempo tomando coragem de admitir o tamanho da responsa, gritei aos quatro cantos que medicina era minha futura profissão. Não tinha certeza que era realmente isso que queria, e acho que ninguém tem certeza absoluta da maioria das decisões que toma. E digamos que, ter certeza não é meu forte. Hoje, vejo essa indecisão toda como uma qualidade, o que me ajuda a ser mais prudente e cuidadosa, e me torna mais flexível para mudanças. Afinal, fica difícil melhorar quando não se esta disposto a mudar. Não quer dizer que seja fácil, mas é bem mais tranquilo viver tentando ter mindgrowing, a chamada mentalidade de crescimento.

    O que mais nos perguntam em nossa infância – pelo menos nas que presenciei, e a minha – se resume no que raios faremos com a nossa vida quando estivermos adultos. Há muita discussão sobre isso de vários lados, seja psicólogos, pais, educadores e até das próprias crianças que geralmente são cobradas da responsabilidade de decidir o futuro delas sem ao menos ter maturidade emocional para isso (fui tendenciosa né, eu sei). Pense um pouco sobre como foi isso para você, e me conta aí embaixo como você lidou com tudo isso. Se puder, pesquisa um pouco sobre essa exigência que a sociedade exerce nas crianças, coisa que acredito ser verdade, mas que pode ser contornada através dos pais e educadores.

    Sempre tive liberdade de escolher qual profissão teria no futuro, mas isso não minimizava a expectativa de meus pais. Pensei em ciências, arqueologia, área militar, arquitetura, engenharia, letras, fotografia, jornalismo e por aí vai. Lembro que quando estava prestes a começar o ensino fundamental (primeira série), minha professora me disse a seguinte frase “você pode ser qualquer coisa que quiser quando crescer, mas precisa acreditar.”. Essa frase quebrou minhas pernas ao mesmo tempo que abriu mil leques de possibilidades, enquanto podia escolher qualquer coisa precisa ter de que conseguiria isso, e falando sério, fé sempre foi o meu fraco. Autoconfiança nunca foi meu ponto forte, apesar de sempre mostrar o contrário (ainda bem que estou aprendendo a ser).

    Lembro de responder as perguntas, posteriormente, “cientista”. E logo questionavam de novo “mas cientista de quê? Sabe que existem várias áreas né?”. “Sei, mas só quero ser cientista”. Lembro ainda, como se fossem flashbacks, de dizer (talvez com uns 5 anos, se não estou exagerando) que queria ajudar o planeta Terra. E muitas vezes fico me perguntando, como que eu tinha essas vontades todas sem nem ao menos conhecer direito as outras opções, sem saber das dificuldades que se encontram no meio do caminho, como uma criança é capaz de saber o que quer para o próprio futuro? E essa é uma das minhas milhares de dúvidas.

    Cresci, me formei, e no final das contas achei que medicina era pra mim. Coragem, determinação e sei lá mais o que é necessário para isso não me faltavam. Nunca senti medo das dificuldades que viriam (e que enfrentei) mas também nunca senti orgulho por toda essa força de vontade, ao contrário, admirava muito mais os artistas, a galeta de T.I., de comunicação e todos os outros, geralmente meus amigos. E, até hoje, não sei muito bem porquê quis fazer medicina, talvez fosse para provar para mim mesma que era capaz, ou talvez para os outros que criaram expectativas. Sei que a área sempre me atraiu pelo desafio em si, tenho algo forte por tudo que parecr difícil. Mas entendo que nunca fui atraída pelo prestígio, já que, eu mesma colocava outras profissões num pedestal mais elevado. Quanta ignorância nessa pessoa tão pequena que sou, não conseguia entender que toda profissão tem seu brilho quando feita com amor genuíno.

    A verdade é que mesmo podendo escolher minha profissão, as pressões diante disso sempre foram presentes, e o “poder escolher” no final das contas, não signifcava nada. Meus pensamentos, ideais, conselhos que recebi, educação, e a própria sociedade, apesar de tudo, não foram de grande influência na minha atual escolha. Sem que eu pudesse imaginar, já exercia atitudes, demonstrava interesses e sentia extrema felicidade fazendo coisas que nunca vi como profissão. Eu, que nunca acreditei que algumas pessoas nasciam para determinada coisa, me vi nessa situação e não soube o que fazer. Assim como ouvi aspirantes a médicos dizerem que nasceram com pelo menos um pouco de vocação para essa área, ouvi relatos de várias outras pessoas de outras áreas. E qual é a escolha definitiva? Biologia.

    Não foi nada surpreendente quando me vi diante do computador assistindo a diversos vídeos de biólogos, com aquela sensação de que partilhava do mesmo sentimento deles, e que, afinal, eu realmente tenha os mesmos pensamentos ambientalistas e de amante da vida desde que me entendo por gente. E isso, vindo de uma menina baixinha, gorduchinha e de cabelos cacheados que não tinha coragem de dizer “Oi” para os adultos.

    Ainda não acredito que as pessoas nascem para tal profissão, e defendo com unhas e dentes que todos têm direito de escolher qualquer área (foi muito libertador ouvir isso, quando criança). Mas ainda assim, entendo que a genética ajuda muito na questão de ter inclinação para coisas específicas (veja bem, nunca vi nenhum artigo científico – confiável – que contesta essa minha ideia como verdade). E mesmo não entendendo muito bem como tudo isso aconteceu comigo, fico muito feliz de ter esse mindblow – explosão de mente? Normalmente associado com alguma ideia ou pensamento que antes não era óbvio – neste momento da minha vida. Ok, já considerei cursar biologia outras vezes, mas não estava preparada emocionalmente para entender porquê raios era pra mim, por isso, esse era o momento certo.

    E por quê vou fazer biologia? Não conheço outra pessoa que se preocupa tanto com o ambiente, animais (inlucindo nós) e a própria vida como eu. Outro motivo para não seguir carreira médica é a hipocrisia certas vezes vivida: como cuidar da saúde de outra pessoa se você não cuida da própria?

    Obrigado ao meu pai, que do jeito dele me ensinou a importância dos animais, ao meu namorado que me ensinou a apreciar cada mínimo detalhe da natureza (as formigas que o digam) e aos meus professores que sempre me apoiaram em qualquer decisão que eu tomava, sempre aconselhando, é claro. E pra finalizar, obrigado por estar viva.

  • estudos

    sobre sonhos e resolução de problemas

    10:40 da noite, matéria “atrasada” e corpo levemente dolorido pelas horas sentadas em uma cadeira que parece extremamente confortável até você ficar 5 horas nela sem levantar.

    Deveria estar dormindo ao invés de vir aqui escrever bobeirices, mesmo sabendo que vai me ajudar” é a frase que mais ronda minha mente no momento, logo depois da “Menos leitura e mais exercícios“. É difícil pensar na minha vida sem os estudos e, consequentemente, minhas maiores preocupações – e gratificações – vêm dessa coisa linda que é estudar. Desta forma, é sobre os estudos que mais vou escrever (sempre tentando focar em outras coisas, porque o blog é, principalmente, minha forma de manter meu lado humano – já que a convivência social tá difícil).

    medo-tentar-nao-conseguir (3)

    O primeiro tapa na cara nessa vida de vestibulanda pra fuvest chegou mostrando que eu deveria ter um tempo pra cuidar e mim e não ficar estudando 10 horas seguidas. Quando finalmente consigo entender e colocar isso em prática, outro tapa na cara: “esquece os textos e vídeos aulas, o que tu precisa fazer é resolver muitos exercícios“. Queria que não fosse verdade.

  • estudos

    3 formas de tirar o atraso dos estudos

    Dentre todos os desabafos que ouço desde que estudo para o vestibular, a história do atraso é aquela capaz de tirar noites de sono – seja estudando a matéria acumulada, ou sofrendo de insônia por preocupação. Pensando nisso, resolvi colocar aqui 3 formas de tirar o atraso dos estudos de acordo com sua personalidade e tempo disponível. Elas podem até parecer loucura, mas realmente funcionam se feitas do jeito certo: com sangue nos olhos (ou, com toda a força de predador que temos dentro de nós).

    Tenha em mente – ou no papel – todos os tópicos que precisa estudar, todos os espaços livres na semana e em quanto tempo deseja terminar de estudar tudo. Tente não ficar louco e manter a saúde mental estável para ter um bom rendimento, leia sobre isso neste link.

     

    3-formas-tirar-atraso-estudos

    Confere aí embaixo os 3 melhores métodos de colocar a matéria em dia.

  • aleatoriedades,  arte,  estudos,  lifestyle,  organização

    o que vem por aí

    Ainda dá tempo de postar no primeiro dia do BEDA <3

    #BEDA1

    Comecei com esse mesmo nome – florestalis – em outra URL, não tinha domínio (nome próprio) e era do blogspot (falei mais sobre isso no primeiro post). O antigo blog vai deixar de existir, mas vou armazenar as coisas mais importantes lá no tumblr.

    Agora que as coisas na minha vida estão mudando de uma forma diferente – na verdade, eu estou mudando – quero recomeçar tudo com mais responsabilidade, e retomar o que parei com mais compromisso. Isso acarreta um turbilhão de coisas para falar a respeito.

     

    o que vem por aí?

    Meu principal objetivo aqui é registrar um pouco da minha vida e das coisas que aprendi, de uma forma que sejam úteis para outras pessoas. Então, esse é um blog pessoal, e não um diário. Aqui vai ter texto, mas também vai ter post com 20 fotos e 3 frases. Vai ter dicas sobre estudos mas também vou falar dos meus ilustradores preferidos. Vou escrever sobre os quadrinhos que estou lendo mas também sobre os livros que ainda não comecei a escrever. Quero que este blog seja uma forma de me motivar e de motivar você que está lendo a fazer as coisas que sempre quis fazer. Seria um sonho se o florestalis se tornasse uma fonte de inspiração, e se funcionar pra mim, já está mais do que bom.

    é blog de que?

    estudos, organização, lifestyle e tudo que envolve amor.

    Ok, isso esta abaixo da minha foto, mas achei que precisava escrever melhor sobre isso não só para ter uma direção do que escrever, mas também para te dar um pouco de spoiler do que vai ter aqui.

  • estudos,  organização

    como manter a saúde mental quando você é um vestibulando

    Ou quando você é um estudante de qualquer outra área (também vale).

     

    Comecei a dar importância sobre saúde mental quando percebi que estava ficando exausta após alguns dias de estudo intenso. Quando o cansaço é físico, uma boa noite de sono e um pouco de exercício resolve, mas para resolver o cansaço mental é preciso mudar o estilo de vida. E foi aí que me toquei: não sou um robô, preciso de descanso, de contato social e de um tempo sem fazer nada. Todo mundo precisa disso.

    Mesmo quando diminuí o rítimo, sabia que precisava de um plano de ação, e foi quando organizei os 3 passos para começar a estudar pra valer. E quando digo começar a estudar pra valer, significa que é estudar todos os dias, sem acumular matéria, sem se perder em pensamentos e sem deixar que outras coisas se tornem mais importantes que os estudos. E sim, organizar na cabeça – ou no papel – quais mudanças quer tomar, ajuda bastante pra descobrir como fazer essa mudança.