estudos

sobre sonhos e resolução de problemas

10:40 da noite, matéria “atrasada” e corpo levemente dolorido pelas horas sentadas em uma cadeira que parece extremamente confortável até você ficar 5 horas nela sem levantar.

Deveria estar dormindo ao invés de vir aqui escrever bobeirices, mesmo sabendo que vai me ajudar” é a frase que mais ronda minha mente no momento, logo depois da “Menos leitura e mais exercícios“. É difícil pensar na minha vida sem os estudos e, consequentemente, minhas maiores preocupações – e gratificações – vêm dessa coisa linda que é estudar. Desta forma, é sobre os estudos que mais vou escrever (sempre tentando focar em outras coisas, porque o blog é, principalmente, minha forma de manter meu lado humano – já que a convivência social tá difícil).

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O primeiro tapa na cara nessa vida de vestibulanda pra fuvest chegou mostrando que eu deveria ter um tempo pra cuidar e mim e não ficar estudando 10 horas seguidas. Quando finalmente consigo entender e colocar isso em prática, outro tapa na cara: “esquece os textos e vídeos aulas, o que tu precisa fazer é resolver muitos exercícios“. Queria que não fosse verdade.

Minha praia nunca foi ler e responder questões. Desde que me entendo por pessoa – pequenininha (ainda sou), correndo e me achando a “sabe-tudo” no ensino fundamental – não lembro de uma única vez que apreciei provas ou qualquer atividade que envolvesse minha participação solucionando problemas. Era muito divertido resolver contas da área de exatas pelo simples motivo de ser algo lógico (que exigia puro raciocínio), e nisso, sim, eu tinha prazer. Na parte de humanas e biológicas, o que funcionava era simplesmente a prática da leitura e escrita, essas duas coisas se completavam na minha cabeça e já tava tudo certo. O problema era quando os professores falavam as duas palavras mágicas (ou colocavam qualquer tipo de pressão) vale pontoÁs vezes consigo sentir o pavor que chacoalha minhas estribeiras desde o fundamental, principalmente pelas recentes memórias do ensino médio e, enfim, dessa coisa chamada vestibular.

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Recentemente (e com a ajuda de vários amigos), percebi que meu problema nunca foi com a matéria, com os conceitos, ou regrinhas da matemática, meu problema é a luta que tenho comigo mesma, com a pressão que coloco nos meus ombros e com o jeito que lido com as provas: como se meu desempenho nelas refletissem diretamente no tipo de pessoa que eu seria na sociedade. E isso é tudo uma mentira que eu – e muitas outras pessoas – passei muito tempo acreditando. Aquele texto – que hoje em dia é um clichê -, que diz: “Você não é a sua nota”, é pura verdade.

Fiquei mais de um ano completamente perdida entre o enfrentar vs desistir, enquanto, na minha lindíssima e bela perspicácia, quase consegui me enganar com as supostas Novas e Melhores Opções de Curso. Me seduzi com várias áreas, carreiras e planos de vida inventados por outros e alguns deles criados por mim, e nessa história de vamos achar o curso perfeito, quase enterrei meu sonho junto com minha felicidade.

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Nada nesse mundo pode substituir os sonhos que a gente tem, eles são só nossos e – querendo ou não – só podem ser mantidos se a gente escolher ficar com eles, e acreditar. Até porque, nossa maior vontade é viver tudo que a gente sonhou, né? Ter aquela sensação de coração quentinho junto com aquele sentimento de objetivo cumprido é muito especial.

Vamos tentar até conseguir, somos donos do nosso destino.

 

Este post faz parte do Beda – blog everyday in April – clique aqui para ver os outros posts do projeto.

Fotógrafa por amor, curte games, batata frita e sorvete. É no mundo das palavras, da música e da arte visual que vive a maior parte de seu tempo (quando não está estudando).

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