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sobre a individualidade do ser afetada pelas redes sociais

Ser, ser, ser. Já usei essa palavra tanto que até enjoa. Mas enfim, quase me esqueci do BEDA e nunca me senti tão agradecida por ter um celular, que posso usar para digitar este texto sem precisar ligar o computador como me sinto agora.

Estou lendo O Diário de Annie Frank, livro cuja leitura tem sido muito esperada por mim há anos. Assim como várias coisas em minha vida, compreendo que agora é o melhor momento para conhecer um pouco mais de Annie, e é por causa deste livro que venho pensando tanto sobre a individualidade do ser.

Quero ser breve pois, para manter energias carregadas para o BEDA inteiro, preciso economizar palavras – o que nao é legal. Então, lá vai.

As redes sociais têm me chateado muito, e na verdade, elas nunca me foram um motivo de alegria. Essa coisa das pessoas compartilharem a vida, sentimentos e intimidades de forma tão aberta e sem critério me irrita. Até minha própria mania de ter esses pensamentos estão me irritando ultimamente (provavelmente as descrições frequentemente caóticas de Annie estão me influenicenciando. Se você já leu o livro deve estar entendendo meu ponto), e vez ou outra esses pensamentos são tao profundos que me fazem sentir nojo do celular que é um mero objeto criado para facilitar o dia a dia (mesmo que tenha papel de impecilio aos que não sabem muito bem usa-lo, e tambem estou inclusa nessa lista).

Mesmo que eu faça parte desse mundo, com um studygram, vários perfis, e vez ou outra produzindo material e ajudando o mundo digital na sua rotação, não me sinto parte dele e nem quero me sentir. Tudo parece tão banal, tão mesquinho e inútil. Sei que o propósito do blog era falar sobre amor, mas todos os dias vejo pessoas perdendo o amor de tanto ficarem submersas às profundezas das redes sociais. Mesmo quando temos “amigos” selecionados, curtimos determinados posts e seguimos páginas específicas com nossos gostos, os feeds, ainda assim, não se parecem nada com algo bom, saudável e feliz. Ainda que exista essa coisa boa, não dura muito tempo, e acredito que todas as pessoas que pararam um pouquinho para refletir sobre como esses algoritmos modificam a vida delas, perceberam que não são alterações muito boas. E dói, dói mesmo tentar aceitar que as coisas que foram feitas – supostamente – para o bem causam tanto mal (e não sei se algum dia vou comentar sobre que tipo de mal elas causam, já que muita gente fala sobre isso vez ou outra).

Não estou dizendo para você largar a Internet e excluir as redes (esta última sempre é reconsiderada por mim) porque admito que isso é um ato um tanto exagerado para ser feito sem nenhum pensamento elaborado, mas, consigo perceber que quanto menos as pessoas usam essas redes, mais são felizes, e essa é a meta de vida, certo?!

Pesado o assunto, né?! Talvez. Mas amor não é tudo, não quando há outros problemas a serem resolvidos. E, sério, experimenta usar as redes sociais 50% menos no seu dia a dia, a vida fica tão mais legal, e é isso que nos ajuda a perceber nossa própria individualidade.

Assim como em outras ocasiões, me recuso a editar o texto e, relendo algumas partes, percebo o quanto adquiri um pouco das características de escrita da Annie (versão em português), o que deve ser bom. E mesmo este texto não fazendo parte do tipo que gostaria, ou tivesse a abordagem que esperava, ainda assim vou postar porque é BEDA e nessa época pode tudo. Aliás, quem raios disse que não posso escrever minhas angústias aqui? Acho que estou menos amorzinho que normalmente.

Fotógrafa por amor, curte games, batata frita e sorvete. É no mundo das palavras, da música e da arte visual que vive a maior parte de seu tempo (quando não está estudando).

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