aleatoriedades,  filosofando hard

pensamentos sobre a insignificância do ser

e um multirão de frases desconexas de uma garota que tenta tirar da cabeça aquilo que a perturba, enquanto fala de si mesma em terceira pessoa (mais uma vez, sem a menor paciência para editar o texto).

Cá estou eu, em mais uma aleatorieade da vida – ou não, tudo é sempre programado – discorrendo sobre coisas que não trazem nem 2 views mas que precisam sair da cachola.

Óculos no rosto, uma caneca térmica com café + leite até o topo, um gato que disputa a cadeira comigo e duas mãos quase que forçadas a digitar, porque na real, eu não quero escrever. Estou aqui apenas para começar a cumprir um cronograma bobo e talvez surreal feito especialmente para a minha pessoa, planejamento este que consegue garantir todos os meus hobbies em uma só semana, e ainda o tal do hábito. Tudo asneira, de certa forma. E o que realmente importa neste momento? Os estudos. Mas quem disse que eles estão em dia, que tudo está sendo aprendido e apreendido em meu lindo e maravilhoso cérebro que gosta de esquecer o número do celular quando mais precisa, que trava quando me sinto nervosa ou ansiosa. Mais um gole de café, e o pensamento de que nada disso importa. São apenas “brisas”, como dizem os adolescentes na quebrada onde vivo. Respiro fundo, e lá vai mais uma leva de palavras. Essa é mais uma batalha contra a própria mente, contra a persistência da vagabundagem, contra os pensamentos ruins. E mais uma vez, também, é uma luta contra a prevalência do senso comum, dos esteriótipos, das regras mal projetadas, do preconceito e da intolerância. Mais um gole de café. Nada do que falo deve ser considerado como “guia” ou “verdade absoluta”, pois eu mesma sou contra a adesão dessas ideias. Logo, sou, também, contra o meu próprio ser, que desde que respirou o ar pela primeira vez, desde que estabeleceu o primeiro raciocínio, já criava e acreditava em ideias previamente ditas, previamente ensinadas e reensinadas. Agora, “só sei que nada sei” está mundo além da compreensão e do sentimento de equidade com tal frase, mas, é o sentir. Sentir que é um ser tão incrível e insignificante dentro de vários contextos sociais, culturais e até mesmo científicos. Todos estes pensamentos aleatórios, devaneios, não passam de puras e simples palavras que ao menos conseguem expressar uma pequena curva na linha de raciocínio. E afinal, dentre todas as minhas crenças, certezas, repúdios e sentimentos, a consciência do existir será sempre a coisa mais importante. Sem esta, o que seria existir, senão apenas permanecer vivo? E, analisando bem, não somos nada além de corpos perambulantes, pensantes, ignorantes, que se julgam superiores e mais inteligentes que todos os outros seres existentes. No final das contas, não somos nada.

pensamentos-sobre-a-insignificancia-do-ser-florestalis

Depois de fugir da realidade (tentar), das pessoas, das responsabilidades, dos sonhos e da minha natural alma artística, não vi outra escolha senão me entregar e aceitar que, talvez, só talvez, eu tenha um raminho em cada uma das artes nessa minha cadeia gigante de indecisão. E pela primeira vez na vida, me sinto grata por não ter certezas, mas dúvidas, por não achar estar certa sobre algo, e ser indecisa. Prefiro ser uma perdida em busca da verdade do que alguém cego pelas próprias certezas.

Fotógrafa por amor, curte games, batata frita e sorvete. É no mundo das palavras, da música e da arte visual que vive a maior parte de seu tempo (quando não está estudando).

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