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    até que tudo mude | diário de estudo #1

    florestalis-header

     

    milagrosamente o que sinto neste momento pré-prova não é desespero. uma paz imensa tomou conta do meu ser e até a famigerada confiança que geralmente não me pertence, se faz presente em mim. “vou escrever sobre o que estou sentindo antes da prova porque vai me ajudar”, pensei ontem. tudo o que eu esperava era um oceano de medo, angústia e ansiedade. essa última vem me acompanhando já faz sei lá quanto tempo, e nos últimos dias foi mais forte, mas hoje, é só uma lembrança. primeiramente me sinto grata ao Amor. em segundo lugar, me sinto orgulhosa de mim por esse gigante passo. “não é nada de muito maravilhoso”, eu estava prestes a digitar. mas é sim! de tantas provas que fiz, tantas horas de estudo, anos de uma esperança quase morta… nunca me senti tão viva e com tanta fé. não é um mérito meu, mas é algo para se orgulhar. como disseram alguns professores “você vai lá fazer essa prova com um sorriso no rosto”. lembro também de um texto que li no instagram ‘como pode o caminho ser tão tortuoso e de dor se o objetivo da vida é ser feliz? seu plano é ser feliz, então torne o processo agradável’. hoje mudo minha postura de desesperança e medo. hoje eu escolho encarar as coisas de um jeito diferente, mais alegre, com um sorriso no rosto. e parece mesmo algo que não é nada de muito milagroso”, até que você também sinta e comece a agir assim. o Amor muda tudo, e é preciso coragem para deixa-lo transformar os corações.

     

    Ψ

     

    quando tudo começou a mudar, leia neste link

     

    #BEUC

     

     

  • sessão online de terapia

    metamorphosis

    é uma vivência estranha essa minha, de estar em constante transformação. a cada despertar uma nova mudança. a cada piscar de olhos uma nova visão. a cada passo, um tropeço. a cada tropeço, levanto. quando levanto, lá vem um novo começo.

    palavras não são e nunca foram suficientes pra mim. o que é bom porque me obriga a recorrer às outras artes para me expressar. também é ruim, pois acaba sendo uma forma de exemplificar, ou justificar minha incapacidade com as palavras. de qualquer forma não vim aqui falar sobre isso.

    sinto agora, uma onda de pensamentos com a simples tentativa de escrever. calma. as lágrimas são como a chuva, não foram feitas para derrubar. se algum dia houve poeira, a correnteza nunca deixou espaço para alocar-se. então, ao invés de deixar-me afogar, nado até superfície e sinto o calor do sol no meu rosto, e apesar da cegueira temporária, só quero continuar nadando. ok, quase me afoguei, eu sei. e precisei sofrer, sentir a dor de uma metamorfose para só então, nadar. e por mais que muitos me digam “metamorfoses não foram feitas para doer”, responderei “diga isto às pessoas que estão sempre de mudança, não importa qual”. nenhuma mudança foi feita para acalentar corações, ainda que essa  o faça, não passa de momento.

    respiro. olho para o céu. agradeço por tudo. agradeço pela dor e pelo sofrimento.

    nunca vi alguém sentir gratidão pela dor. e esta é sem dúvidas uma das coisas mais estranhas. sentir é uma coisa estranha. sentir o que eu sinto causa dor. o que me destrói é capaz de construir uma nova pessoa. meus sentimentos são meus mais profundos pesadelos, e também meus mais desejados sonhos. dentre tanta coisa desconexa e um monte de palavras que para muitos, não significam nada, descanso brevemente meu coração. dá medo dizer que essa paz é algo momentâneo, mas tudo bem.

    com tantas pessoas no mundo sofrendo por causa do que sente, do que não sente, ou do que pensa que sente, a frase que a internet grita é “tá tudo bem”, enquanto nada está bem. mesmo assim, serve pra me consolar.

    mais um textinho desconexo num marzão de textos sem sentido,

    metamorphosis

    this is me, becoming something better

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    junho, o mês do renascimento

    [re] apreço

    [re] começo

    [re] nascimento

    aprendendo a viver a partir do zero

     

    Estava pensando sobre o quê poderia escrever antes que o post de 6on6 July viesse a tona, e diante de tantos assuntos e tantas coisas para colocar para fora do meu querido coração, achei que seria importante falar sobre o mês que restaurou minha mente.

    Junho foi aquele mês meio obscuro em que tudo parece estar um pouco nublado, chuvoso, e sem vida. Mas mesmo na chuva, ainda dá pra enxergar uns raios de sol que precedem o arco íris. Esses raios solares são a fonte de esperança para um clima quente e agradável que está prestes a chegar. É nas entrelinhas dessa metáfora toda que consegui enxergar as coisas de outra maneira.

    “Estou acostumado a ver as coisas de outra perspectiva”, o famoso mal de fotógrafo. Fiquei tão presa a essa mera “certeza” que acabei esquecendo que as coisas não permanecem as mesmas, o mundo não para de girar e não posso parar de viver. Certa vez li um texto da Maki de Mingo (desancorando) que dizia que ficamos tão focados no nosso próprio ser, nas coisas que estamos sentindo, que acabamos nos esquecendo de olhar pra fora, e isso nos impede de enxergar as maravilhas que tem por aí no mundo. E falando sério, existem muitas maravilhas por aí para serem descobertas.

    Não estudei, não me exercitei e não me dediquei a fotografia como gostaria. Fiquei por um momento presa nas minhas próprias emoções para só então entender que a minha salvação era simplesmente colocar tudo pra fora. Como? Escrevendo, pintando, fotografando, tocando, cantando. Existem tantas formas de expressar um sentimento, mas o primeiro passo é aceitar o que está emanando do seu ser, e por isso não conseguia colocar pra fora. A partir de agora me recuso a negar minha arte, me recuso a negar meu coração artista. Gostando ou não, isso faz parte de mim, e toda vez que tento “tranca-lo”, fingir que não existe, ocorre uma erupção e põe tudo a tona. #SomosTodosArtistas

    Na real, a lição mais valiosa que aprendi em toda a minha vida (que é curta) até hoje – e provavelmente vou entender outras coisas que me farão dizer o mesmo – é dar valor aos sentimentos, todos eles. Pra uma pessoa fria, analítica e admiradora dos ‘totalmente racionais’, dar valor aos sentimentos é algo difícil, e por isso mesmo que não aceito ser assim. Desafios são legais. O melhor jogo que existe é a própria vida, abandonar a missão não é uma opção.

    ler tudo de novo para editar o texto? eu não 🙂

    assinado nds, blogueirinha de 2010

    pra quem zoa todas as coisas, por quê não zoar a mim mesma?!

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    decisões e diário de estudos #1

    No início desse ano (ou melhor, final do ano passado) decidi mudar de vida. Não foi como aquela simples vontade de ser mais saudável, fitness, entrar numa boa faculdade ou arrumar um bom emprego. Todo mundo tem essa vontade uma – ou sempre – vez na vida. Dessa vez foi diferente, realmente decidi que mudaria de vida, e foi aí que tudo começou. Comecei a fazer mudanças em todas as áreas da minha vida, e apesar de a mudança ser algo constante para todas as pessoas, não pensei que mudaria tanto em pouco mais de 6 meses.

    Com meus plenos 18 anos, finalmente entendi o poder das decisões ao invés de temer a presença delas no meu dia a dia. Decidi que tipo de vida queria e percebi que nunca tive pressa em alcançar as coisas, que não concordava em abrir mão de coisas que gostava para ficar horas estudando e que nós temos apenas esta vida para viver (até onde sabemos). Isso já era óbvio para muitas pessoas que conviviam comigo, mas não me importava nem um pouco com os prejuízos que teria ao fazer tantos sacrifícios em prol da aprovação.

    E sabe, dane-se o tempo, as pessoas que se gabam por já estarem na faculdade, os outros que estão mais preocupados com a sua aprovação que você mesmo. Dane-se, com todo o amor :). Escolhi viver melhor, priorizando a saúde, e claro: sempre estudando. Conhecimento não é esta limitado às páginas de um livro didático, está em cada melodia, verso de poema e até nos traços de um desenho.

    Os estudos fizeram de mim e vão continuar me fazendo uma pessoa melhor, e isso inclui colocar na minha cabeça que: mina, você não pode acabar com o seu corpo, com a sua mente e com a sua saúde por causa de uma prova tão imbecil – apesar de importante. É como se eu tivesse um bff imaginário que é a ciência, e ele me desse conselhos todos os dias. Queria muito que todas as pessoas tivessem esse best friend desses.

    Vim aqui pra escrever sobre isso porque não quero esquecer da importância que o blog tem pra mim, e a gente dá importância assim: se dedicando. Ademais, ter colocado na minha cabeça que é bom sim mudar o tempo todo, porque isso demonstra “evolução”, desenvolvimento, foi a minha salvação. Agora é muito mais fácil achar o que me faz bem, o que me ajuda a estudar (aliás, talvez minha base de estudo para o vestibular serão as questões, porque cansei de estudar teoria que já vi antes).

    Uma coisa que me ajudou demais a aceitar melhor essas mudanças que aconteciam comigo, e a lidar melhor com as bads de ser vestibulando foi a galera do instagram, os chamados studygrammers (gente que posta sobre estudos, geralmente vestibulandos) com a qual tenho compartilhado meu dia a dia, e conseguido motivação (dá pra conferir minha conta clicando aqui ou procurando @ndstudy).

    E mais um ponto importante: existem sim dificuldades, coisas ruins e impecilios, mas quem disse que vale a pena levar essas coisas em consideração? Ser realista é diferente de ser negativo e o que a gente quer é viver feliz, não ficar pensando nas coisas ruins da vida, né!? É questão de querer e decidir (mais uma vez a história sobre decisões).

     

    thanks fravo por me ensinar a ser mais feliz

     

    tem vários posts relacionados mas… preguiça de ler e linkar tudo certinho, sabe?

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    efemeridades nem tão efêmeras

    Para. Senta. Respira. Você não precisa terminar isso hoje. Não precisa terminar a lista de tarefas do mês em um dia. Calma. Fecha o olho. Breath deeply. Lembra que mais do que uma máquina chamada ‘corpo humano’ há uma alma dentro de você, que precisa ter seus próprios cuidados. Vai muito além de uma lista de tarefas. De um planner. De um evento que você tem amanhã. Vai além até mesmo dos seus estudos. Da vaga no vestibular. Das fotos do job que estão pra tratar. Das tarefas a fazer. E…. No-va-men-te: Para, respira, olhe ao seu redor, lembre que ‘cara, estar viva é o suficiente’ e que você precisa se manter viva.

    Healthy lifestyle. Vida fitness. E tudo isso ainda acompanhado com o Moral Sense e a tal da ética. Não pode fazer isso. Não pode fazer aquilo. Tem que ser desse, daquele, de um outro jeito. Para. Tá errado. Tá tudo errado. Você não precisa viver segundo as regras. Só res-pi-ra.

    Mas e os livros a ler? Como vou pagar aquela conta? E o dinheiro que eu precisava para poder morar sozinha? E aquelas questões do evil que não consigo responder? E as expectativas que não consigo manter? Mas e aqueles que precisam da minha ajuda? O que será que preciso fazer? Será que tenho mesmo que me preocupar com isso tudo?

    Okay. Novamente: para. Arruma a postura na cadeira. Tira as mãos do teclado por uns segundos. Escuta o que tem dentro de você. Respira fundo e faz 5 segundos da meditação que você aprendeu naquele aplicativo legal. Lembra que assim como você, todo mundo passa por turbulências.

     

    RES

    -PI

    -RA

     

    Passou.

    Mas eu sei que vai voltar.

     

    que a escrita continue ajudando

    forever and ever

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