• aleatoriedades,  fotografia

    6 on 6 july & essa coisa de SER

     

    Nunca pensei que atrasaria no projetinho de fotografia. Sempre que me imaginava participando do 6 on 6 pensava que seria muito fácil reunir 6 fotos e simplesmente postar. Mas como devo ter falado no post de junho, essa coisa de simplesmente postar não funciona comigo, sinto extrema necessidade de dar um signficado pra tudo, e normalmente duas palavras não são suficientes pra contextualizar meus feelings.

     

     

    No meio de tanto planejamento e indecisão, achei que seria mais legal usar apenas o celular para as fotos do 6 on 6. Sem planejamento, edição, e essas coisas toda de fotografia. Sem legendas, sem contextualização, sem worry about.

     

     

    Just kidding, ‘cause nos últimos dias pratiquei um pouco do que mais respeito ultimamente: o simples ato de sentir.

     

     

    Não é nada de novo, mas a gente esquece de parar um pouco o que está fazendo, respirar e tentar entender quem somos nesse raio desse mundão gigante.

     

     

    E apesar de no final das contas realmente não sermos nada – se comparado à grandeza de tudo o que existe, planeta, galáxia, universo e sei lá mais o que tem por aí – carregamos tanta coisa dentro de nós que se esquecer-mos de dar atenção, essa coisa toda nos engole. Assim, fácil, como se fossem as últimas gotas de água numa garrafa quando você tá morrendo de sede.

     

     

    E mesmo digitando várias coisas sem noção, entre fotos aleatórias mas nem tanto, usando palavras aleatoriamente e de um jeito meio errado. Porque… falando sério, não é legal seguir regras e quanto mais errado, mais emocionante. Aliás, o errado é relativo e muda de acordo com a origem do ponto de vista.

     

     

    Bj, flw.

    natinha do blog

  • aleatoriedades,  filosofando hard

    pensamentos sobre a insignificância do ser

    e um multirão de frases desconexas de uma garota que tenta tirar da cabeça aquilo que a perturba, enquanto fala de si mesma em terceira pessoa (mais uma vez, sem a menor paciência para editar o texto).

    Cá estou eu, em mais uma aleatorieade da vida – ou não, tudo é sempre programado – discorrendo sobre coisas que não trazem nem 2 views mas que precisam sair da cachola.

    Óculos no rosto, uma caneca térmica com café + leite até o topo, um gato que disputa a cadeira comigo e duas mãos quase que forçadas a digitar, porque na real, eu não quero escrever. Estou aqui apenas para começar a cumprir um cronograma bobo e talvez surreal feito especialmente para a minha pessoa, planejamento este que consegue garantir todos os meus hobbies em uma só semana, e ainda o tal do hábito. Tudo asneira, de certa forma. E o que realmente importa neste momento? Os estudos. Mas quem disse que eles estão em dia, que tudo está sendo aprendido e apreendido em meu lindo e maravilhoso cérebro que gosta de esquecer o número do celular quando mais precisa, que trava quando me sinto nervosa ou ansiosa. Mais um gole de café, e o pensamento de que nada disso importa. São apenas “brisas”, como dizem os adolescentes na quebrada onde vivo. Respiro fundo, e lá vai mais uma leva de palavras. Essa é mais uma batalha contra a própria mente, contra a persistência da vagabundagem, contra os pensamentos ruins. E mais uma vez, também, é uma luta contra a prevalência do senso comum, dos esteriótipos, das regras mal projetadas, do preconceito e da intolerância. Mais um gole de café. Nada do que falo deve ser considerado como “guia” ou “verdade absoluta”, pois eu mesma sou contra a adesão dessas ideias. Logo, sou, também, contra o meu próprio ser, que desde que respirou o ar pela primeira vez, desde que estabeleceu o primeiro raciocínio, já criava e acreditava em ideias previamente ditas, previamente ensinadas e reensinadas. Agora, “só sei que nada sei” está mundo além da compreensão e do sentimento de equidade com tal frase, mas, é o sentir. Sentir que é um ser tão incrível e insignificante dentro de vários contextos sociais, culturais e até mesmo científicos. Todos estes pensamentos aleatórios, devaneios, não passam de puras e simples palavras que ao menos conseguem expressar uma pequena curva na linha de raciocínio. E afinal, dentre todas as minhas crenças, certezas, repúdios e sentimentos, a consciência do existir será sempre a coisa mais importante. Sem esta, o que seria existir, senão apenas permanecer vivo? E, analisando bem, não somos nada além de corpos perambulantes, pensantes, ignorantes, que se julgam superiores e mais inteligentes que todos os outros seres existentes. No final das contas, não somos nada.

    pensamentos-sobre-a-insignificancia-do-ser-florestalis

    Depois de fugir da realidade (tentar), das pessoas, das responsabilidades, dos sonhos e da minha natural alma artística, não vi outra escolha senão me entregar e aceitar que, talvez, só talvez, eu tenha um raminho em cada uma das artes nessa minha cadeia gigante de indecisão. E pela primeira vez na vida, me sinto grata por não ter certezas, mas dúvidas, por não achar estar certa sobre algo, e ser indecisa. Prefiro ser uma perdida em busca da verdade do que alguém cego pelas próprias certezas.

  • aleatoriedades,  diário,  sessão online de terapia

    junho, o mês do renascimento

    [re] apreço

    [re] começo

    [re] nascimento

    aprendendo a viver a partir do zero

     

    Estava pensando sobre o quê poderia escrever antes que o post de 6on6 July viesse a tona, e diante de tantos assuntos e tantas coisas para colocar para fora do meu querido coração, achei que seria importante falar sobre o mês que restaurou minha mente.

    Junho foi aquele mês meio obscuro em que tudo parece estar um pouco nublado, chuvoso, e sem vida. Mas mesmo na chuva, ainda dá pra enxergar uns raios de sol que precedem o arco íris. Esses raios solares são a fonte de esperança para um clima quente e agradável que está prestes a chegar. É nas entrelinhas dessa metáfora toda que consegui enxergar as coisas de outra maneira.

    “Estou acostumado a ver as coisas de outra perspectiva”, o famoso mal de fotógrafo. Fiquei tão presa a essa mera “certeza” que acabei esquecendo que as coisas não permanecem as mesmas, o mundo não para de girar e não posso parar de viver. Certa vez li um texto da Maki de Mingo (desancorando) que dizia que ficamos tão focados no nosso próprio ser, nas coisas que estamos sentindo, que acabamos nos esquecendo de olhar pra fora, e isso nos impede de enxergar as maravilhas que tem por aí no mundo. E falando sério, existem muitas maravilhas por aí para serem descobertas.

    Não estudei, não me exercitei e não me dediquei a fotografia como gostaria. Fiquei por um momento presa nas minhas próprias emoções para só então entender que a minha salvação era simplesmente colocar tudo pra fora. Como? Escrevendo, pintando, fotografando, tocando, cantando. Existem tantas formas de expressar um sentimento, mas o primeiro passo é aceitar o que está emanando do seu ser, e por isso não conseguia colocar pra fora. A partir de agora me recuso a negar minha arte, me recuso a negar meu coração artista. Gostando ou não, isso faz parte de mim, e toda vez que tento “tranca-lo”, fingir que não existe, ocorre uma erupção e põe tudo a tona. #SomosTodosArtistas

    Na real, a lição mais valiosa que aprendi em toda a minha vida (que é curta) até hoje – e provavelmente vou entender outras coisas que me farão dizer o mesmo – é dar valor aos sentimentos, todos eles. Pra uma pessoa fria, analítica e admiradora dos ‘totalmente racionais’, dar valor aos sentimentos é algo difícil, e por isso mesmo que não aceito ser assim. Desafios são legais. O melhor jogo que existe é a própria vida, abandonar a missão não é uma opção.

    ler tudo de novo para editar o texto? eu não 🙂

    assinado nds, blogueirinha de 2010

    pra quem zoa todas as coisas, por quê não zoar a mim mesma?!

  • arte,  fotografia

    6 on 6 june & a essência da fotografia

    Projetinho de fotografia que existe desde que blogs são blogs e muito antes de chamarem a gente de “blogueirinha”. A primeira vez que vi alguém postando sobre isso foi suficiente para me apaixonar, e até então, carreguei guardado no peito a vontade de fazer parte disso. Até que – olha só um plot, conheci a Mandy (insta: @maandybooks) nos comentários de uma foto sobre o 6 on 6 do – novo – perfil do insta da Mel (@teawithmel) e me arrisquei ao convidar: “Mandy, vamos fazer o 6 on 6 juntas?”. Foi aí que começou. Obrigado, Mandy ♡

    Neste primeiro 6 on 6 resolvi usar algumas fotos que tirei no começo do mês. O objetivo era sair daquilo com que estava acostumada e usar o celular (e um aplicativo, Kuji Cam) para fazer as fotos. Depois de tanto tempo envolvida na fotografia e me preocupando em pensar na foto, coerência e se elas vão contar uma história, perdi um pouco da sensibilidade com a beleza dos detalhes, e fotografia é essa tal de boniteza que não é tão fácil pra perceber, mas que se a gebte tentar um pouquinho consegue. E o mais legal: cada um tem um olhar diferente, uma forma única de ver as coisas.

    Minha friend, Yasmim, me indicou o Apps, instalei e fui “testar” – sim, usei a palavra testar como desculpa, na minha cabeça. Não planejei nem fiquei pensando em como fazer, me deixei levar e esse foi o resultado. Essa experiência me lembrou como eu me sentia quando entrei nesse mundo paralelo que é a fotografia.

    Confere o post da Mandy aqui, tem um pedacinho dela em cada foto (e uns livros que parecem ser ótimos também). Que venham outros 6 on 6 ♡

    Quem aí já quis fazer 6 on 6 e deixou pra lá porque nunca achou alguém pra fazer junto? Se quiser participar com a gente vem junto! ♡ Vai ser lindo completar essa equipe.

  • aleatoriedades,  diário,  sessão online de terapia

    decisões e diário de estudos #1

    No início desse ano (ou melhor, final do ano passado) decidi mudar de vida. Não foi como aquela simples vontade de ser mais saudável, fitness, entrar numa boa faculdade ou arrumar um bom emprego. Todo mundo tem essa vontade uma – ou sempre – vez na vida. Dessa vez foi diferente, realmente decidi que mudaria de vida, e foi aí que tudo começou. Comecei a fazer mudanças em todas as áreas da minha vida, e apesar de a mudança ser algo constante para todas as pessoas, não pensei que mudaria tanto em pouco mais de 6 meses.

    Com meus plenos 18 anos, finalmente entendi o poder das decisões ao invés de temer a presença delas no meu dia a dia. Decidi que tipo de vida queria e percebi que nunca tive pressa em alcançar as coisas, que não concordava em abrir mão de coisas que gostava para ficar horas estudando e que nós temos apenas esta vida para viver (até onde sabemos). Isso já era óbvio para muitas pessoas que conviviam comigo, mas não me importava nem um pouco com os prejuízos que teria ao fazer tantos sacrifícios em prol da aprovação.

    E sabe, dane-se o tempo, as pessoas que se gabam por já estarem na faculdade, os outros que estão mais preocupados com a sua aprovação que você mesmo. Dane-se, com todo o amor :). Escolhi viver melhor, priorizando a saúde, e claro: sempre estudando. Conhecimento não é esta limitado às páginas de um livro didático, está em cada melodia, verso de poema e até nos traços de um desenho.

    Os estudos fizeram de mim e vão continuar me fazendo uma pessoa melhor, e isso inclui colocar na minha cabeça que: mina, você não pode acabar com o seu corpo, com a sua mente e com a sua saúde por causa de uma prova tão imbecil – apesar de importante. É como se eu tivesse um bff imaginário que é a ciência, e ele me desse conselhos todos os dias. Queria muito que todas as pessoas tivessem esse best friend desses.

    Vim aqui pra escrever sobre isso porque não quero esquecer da importância que o blog tem pra mim, e a gente dá importância assim: se dedicando. Ademais, ter colocado na minha cabeça que é bom sim mudar o tempo todo, porque isso demonstra “evolução”, desenvolvimento, foi a minha salvação. Agora é muito mais fácil achar o que me faz bem, o que me ajuda a estudar (aliás, talvez minha base de estudo para o vestibular serão as questões, porque cansei de estudar teoria que já vi antes).

    Uma coisa que me ajudou demais a aceitar melhor essas mudanças que aconteciam comigo, e a lidar melhor com as bads de ser vestibulando foi a galera do instagram, os chamados studygrammers (gente que posta sobre estudos, geralmente vestibulandos) com a qual tenho compartilhado meu dia a dia, e conseguido motivação (dá pra conferir minha conta clicando aqui ou procurando @ndstudy).

    E mais um ponto importante: existem sim dificuldades, coisas ruins e impecilios, mas quem disse que vale a pena levar essas coisas em consideração? Ser realista é diferente de ser negativo e o que a gente quer é viver feliz, não ficar pensando nas coisas ruins da vida, né!? É questão de querer e decidir (mais uma vez a história sobre decisões).

     

    thanks fravo por me ensinar a ser mais feliz

     

    tem vários posts relacionados mas… preguiça de ler e linkar tudo certinho, sabe?

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