• aleatoriedades,  filosofando hard

    pensamentos sobre a insignificância do ser

    e um multirão de frases desconexas de uma garota que tenta tirar da cabeça aquilo que a perturba, enquanto fala de si mesma em terceira pessoa (mais uma vez, sem a menor paciência para editar o texto).

    Cá estou eu, em mais uma aleatorieade da vida – ou não, tudo é sempre programado – discorrendo sobre coisas que não trazem nem 2 views mas que precisam sair da cachola.

    Óculos no rosto, uma caneca térmica com café + leite até o topo, um gato que disputa a cadeira comigo e duas mãos quase que forçadas a digitar, porque na real, eu não quero escrever. Estou aqui apenas para começar a cumprir um cronograma bobo e talvez surreal feito especialmente para a minha pessoa, planejamento este que consegue garantir todos os meus hobbies em uma só semana, e ainda o tal do hábito. Tudo asneira, de certa forma. E o que realmente importa neste momento? Os estudos. Mas quem disse que eles estão em dia, que tudo está sendo aprendido e apreendido em meu lindo e maravilhoso cérebro que gosta de esquecer o número do celular quando mais precisa, que trava quando me sinto nervosa ou ansiosa. Mais um gole de café, e o pensamento de que nada disso importa. São apenas “brisas”, como dizem os adolescentes na quebrada onde vivo. Respiro fundo, e lá vai mais uma leva de palavras. Essa é mais uma batalha contra a própria mente, contra a persistência da vagabundagem, contra os pensamentos ruins. E mais uma vez, também, é uma luta contra a prevalência do senso comum, dos esteriótipos, das regras mal projetadas, do preconceito e da intolerância. Mais um gole de café. Nada do que falo deve ser considerado como “guia” ou “verdade absoluta”, pois eu mesma sou contra a adesão dessas ideias. Logo, sou, também, contra o meu próprio ser, que desde que respirou o ar pela primeira vez, desde que estabeleceu o primeiro raciocínio, já criava e acreditava em ideias previamente ditas, previamente ensinadas e reensinadas. Agora, “só sei que nada sei” está mundo além da compreensão e do sentimento de equidade com tal frase, mas, é o sentir. Sentir que é um ser tão incrível e insignificante dentro de vários contextos sociais, culturais e até mesmo científicos. Todos estes pensamentos aleatórios, devaneios, não passam de puras e simples palavras que ao menos conseguem expressar uma pequena curva na linha de raciocínio. E afinal, dentre todas as minhas crenças, certezas, repúdios e sentimentos, a consciência do existir será sempre a coisa mais importante. Sem esta, o que seria existir, senão apenas permanecer vivo? E, analisando bem, não somos nada além de corpos perambulantes, pensantes, ignorantes, que se julgam superiores e mais inteligentes que todos os outros seres existentes. No final das contas, não somos nada.

    pensamentos-sobre-a-insignificancia-do-ser-florestalis

    Depois de fugir da realidade (tentar), das pessoas, das responsabilidades, dos sonhos e da minha natural alma artística, não vi outra escolha senão me entregar e aceitar que, talvez, só talvez, eu tenha um raminho em cada uma das artes nessa minha cadeia gigante de indecisão. E pela primeira vez na vida, me sinto grata por não ter certezas, mas dúvidas, por não achar estar certa sobre algo, e ser indecisa. Prefiro ser uma perdida em busca da verdade do que alguém cego pelas próprias certezas.

  • aleatoriedades,  diário,  sessão online de terapia

    junho, o mês do renascimento

    [re] apreço

    [re] começo

    [re] nascimento

    aprendendo a viver a partir do zero

     

    Estava pensando sobre o quê poderia escrever antes que o post de 6on6 July viesse a tona, e diante de tantos assuntos e tantas coisas para colocar para fora do meu querido coração, achei que seria importante falar sobre o mês que restaurou minha mente.

    Junho foi aquele mês meio obscuro em que tudo parece estar um pouco nublado, chuvoso, e sem vida. Mas mesmo na chuva, ainda dá pra enxergar uns raios de sol que precedem o arco íris. Esses raios solares são a fonte de esperança para um clima quente e agradável que está prestes a chegar. É nas entrelinhas dessa metáfora toda que consegui enxergar as coisas de outra maneira.

    “Estou acostumado a ver as coisas de outra perspectiva”, o famoso mal de fotógrafo. Fiquei tão presa a essa mera “certeza” que acabei esquecendo que as coisas não permanecem as mesmas, o mundo não para de girar e não posso parar de viver. Certa vez li um texto da Maki de Mingo (desancorando) que dizia que ficamos tão focados no nosso próprio ser, nas coisas que estamos sentindo, que acabamos nos esquecendo de olhar pra fora, e isso nos impede de enxergar as maravilhas que tem por aí no mundo. E falando sério, existem muitas maravilhas por aí para serem descobertas.

    Não estudei, não me exercitei e não me dediquei a fotografia como gostaria. Fiquei por um momento presa nas minhas próprias emoções para só então entender que a minha salvação era simplesmente colocar tudo pra fora. Como? Escrevendo, pintando, fotografando, tocando, cantando. Existem tantas formas de expressar um sentimento, mas o primeiro passo é aceitar o que está emanando do seu ser, e por isso não conseguia colocar pra fora. A partir de agora me recuso a negar minha arte, me recuso a negar meu coração artista. Gostando ou não, isso faz parte de mim, e toda vez que tento “tranca-lo”, fingir que não existe, ocorre uma erupção e põe tudo a tona. #SomosTodosArtistas

    Na real, a lição mais valiosa que aprendi em toda a minha vida (que é curta) até hoje – e provavelmente vou entender outras coisas que me farão dizer o mesmo – é dar valor aos sentimentos, todos eles. Pra uma pessoa fria, analítica e admiradora dos ‘totalmente racionais’, dar valor aos sentimentos é algo difícil, e por isso mesmo que não aceito ser assim. Desafios são legais. O melhor jogo que existe é a própria vida, abandonar a missão não é uma opção.

    ler tudo de novo para editar o texto? eu não 🙂

    assinado nds, blogueirinha de 2010

    pra quem zoa todas as coisas, por quê não zoar a mim mesma?!

  • arte,  fotografia

    6 on 6 june & a essência da fotografia

    Projetinho de fotografia que existe desde que blogs são blogs e muito antes de chamarem a gente de “blogueirinha”. A primeira vez que vi alguém postando sobre isso foi suficiente para me apaixonar, e até então, carreguei guardado no peito a vontade de fazer parte disso. Até que – olha só um plot, conheci a Mandy (insta: @maandybooks) nos comentários de uma foto sobre o 6 on 6 do – novo – perfil do insta da Mel (@teawithmel) e me arrisquei ao convidar: “Mandy, vamos fazer o 6 on 6 juntas?”. Foi aí que começou. Obrigado, Mandy ♡

    Neste primeiro 6 on 6 resolvi usar algumas fotos que tirei no começo do mês. O objetivo era sair daquilo com que estava acostumada e usar o celular (e um aplicativo, Kuji Cam) para fazer as fotos. Depois de tanto tempo envolvida na fotografia e me preocupando em pensar na foto, coerência e se elas vão contar uma história, perdi um pouco da sensibilidade com a beleza dos detalhes, e fotografia é essa tal de boniteza que não é tão fácil pra perceber, mas que se a gebte tentar um pouquinho consegue. E o mais legal: cada um tem um olhar diferente, uma forma única de ver as coisas.

    Minha friend, Yasmim, me indicou o Apps, instalei e fui “testar” – sim, usei a palavra testar como desculpa, na minha cabeça. Não planejei nem fiquei pensando em como fazer, me deixei levar e esse foi o resultado. Essa experiência me lembrou como eu me sentia quando entrei nesse mundo paralelo que é a fotografia.

    Confere o post da Mandy aqui, tem um pedacinho dela em cada foto (e uns livros que parecem ser ótimos também). Que venham outros 6 on 6 ♡

    Quem aí já quis fazer 6 on 6 e deixou pra lá porque nunca achou alguém pra fazer junto? Se quiser participar com a gente vem junto! ♡ Vai ser lindo completar essa equipe.

  • aleatoriedades,  diário,  sessão online de terapia

    decisões e diário de estudos #1

    No início desse ano (ou melhor, final do ano passado) decidi mudar de vida. Não foi como aquela simples vontade de ser mais saudável, fitness, entrar numa boa faculdade ou arrumar um bom emprego. Todo mundo tem essa vontade uma – ou sempre – vez na vida. Dessa vez foi diferente, realmente decidi que mudaria de vida, e foi aí que tudo começou. Comecei a fazer mudanças em todas as áreas da minha vida, e apesar de a mudança ser algo constante para todas as pessoas, não pensei que mudaria tanto em pouco mais de 6 meses.

    Com meus plenos 18 anos, finalmente entendi o poder das decisões ao invés de temer a presença delas no meu dia a dia. Decidi que tipo de vida queria e percebi que nunca tive pressa em alcançar as coisas, que não concordava em abrir mão de coisas que gostava para ficar horas estudando e que nós temos apenas esta vida para viver (até onde sabemos). Isso já era óbvio para muitas pessoas que conviviam comigo, mas não me importava nem um pouco com os prejuízos que teria ao fazer tantos sacrifícios em prol da aprovação.

    E sabe, dane-se o tempo, as pessoas que se gabam por já estarem na faculdade, os outros que estão mais preocupados com a sua aprovação que você mesmo. Dane-se, com todo o amor :). Escolhi viver melhor, priorizando a saúde, e claro: sempre estudando. Conhecimento não é esta limitado às páginas de um livro didático, está em cada melodia, verso de poema e até nos traços de um desenho.

    Os estudos fizeram de mim e vão continuar me fazendo uma pessoa melhor, e isso inclui colocar na minha cabeça que: mina, você não pode acabar com o seu corpo, com a sua mente e com a sua saúde por causa de uma prova tão imbecil – apesar de importante. É como se eu tivesse um bff imaginário que é a ciência, e ele me desse conselhos todos os dias. Queria muito que todas as pessoas tivessem esse best friend desses.

    Vim aqui pra escrever sobre isso porque não quero esquecer da importância que o blog tem pra mim, e a gente dá importância assim: se dedicando. Ademais, ter colocado na minha cabeça que é bom sim mudar o tempo todo, porque isso demonstra “evolução”, desenvolvimento, foi a minha salvação. Agora é muito mais fácil achar o que me faz bem, o que me ajuda a estudar (aliás, talvez minha base de estudo para o vestibular serão as questões, porque cansei de estudar teoria que já vi antes).

    Uma coisa que me ajudou demais a aceitar melhor essas mudanças que aconteciam comigo, e a lidar melhor com as bads de ser vestibulando foi a galera do instagram, os chamados studygrammers (gente que posta sobre estudos, geralmente vestibulandos) com a qual tenho compartilhado meu dia a dia, e conseguido motivação (dá pra conferir minha conta clicando aqui ou procurando @ndstudy).

    E mais um ponto importante: existem sim dificuldades, coisas ruins e impecilios, mas quem disse que vale a pena levar essas coisas em consideração? Ser realista é diferente de ser negativo e o que a gente quer é viver feliz, não ficar pensando nas coisas ruins da vida, né!? É questão de querer e decidir (mais uma vez a história sobre decisões).

     

    thanks fravo por me ensinar a ser mais feliz

     

    tem vários posts relacionados mas… preguiça de ler e linkar tudo certinho, sabe?

  • arte,  livros,  resenhando

    resenhando “noite sem fim”, de agatha christie

    _DSC0011

     

    “Toda noite e todo amanhecer

    Alguns nascem para sofrer.

    Toda manhã e todo anoitecer

    Alguns nascem para o doce prazer,

    Alguns nascem para o doce prazer, sim.

    Alguns nascem para uma noite sem fim.”

     

    Noite Sem Fim foi o primeiro livro que li da autora – muitíssimo conhecida – Agatha Christie, e provavelmente o segundo livro de suspense/investigação policial que terminei. Este foi um dos 3 livros que escolhi para ler na Maratona Literária 2018 (#MLO) organizada pelo canal Geek Freak. Esta também é a primeira vez que escrevo sobre um livro, ou seja: minha falta de conhecimento por parte desse tipo de escrita – principalmente desta categoria – me impede de discorrer muito sobre ele, mas não quer dizer que não vou tentar, porque QUE LIVRO INCRÍVEL.

     

    sobre a história, sem spoiler do desfecho

    Mike é um homem ambicioso, de família pobre, que apesar de não admitir ter essa qualidade como pessoa, declara ser alguém que está em busca de algo, de alguma coisa, tanto que se sujeitou a posição nômade-profissional, recusando-se a fixar-se em um emprego qualquer. Cita sua mãe como aquela que o conhece verdadeiramente, chegando ao ponto de assusta-lo, toda essa “cisma” faz com que ele se afaste cada vez mais da sua mãe – que tenta protege-lo.

    Certo dia, vai a um leilão de “As Torres”, terreno este que passa a cobiçar. É lá que conhece Ellie, uma das mulheres mais ricas dos estados unidos e aquela que pode ser a mulher da vida dele. Juntos, traçam uma perfeita história no terreno que almejam como casa, a casa dos sonhos. Casam-se, compram o terreno e, apesar de ouvirem histórias e avisos sobre ser o “Campo dos Ciganos” (popularmente chamado pelos habitantes da região), ignoram tais comentários e continuam uma bela vida de casados, ricos, e apaixonados.

    Ellie, se encontra numa disputa com seus outros familiares: madrasta, tios e primos, notáveis concorrentes de uma parte da herança. Apesar de ser rica, foi privada de conhecer muitas coisas, restando a Greta, eterna amiga, escudeira e governanta, a “salvação”, ou, digamos, libertação da pobre moça. Greta, a mulher que cuidava de todas as coisas para Ellie, planeja a almejada independência de Ellie quando esta atinge seus 21 anos: “compra uma casa na Inglaterra e more por lá.”. É no leilão da casa pretendida que conheceu Mike, seu então, esposo.

     

    “pobre menina rica”

    Parte de mim ainda consegue ouvi-lo dizer tais palavras, na tão bela – e suspeita – voz que criei em meu imaginário. Por mais estranho que possa parecer, ainda consigo sentir minhas mãos trêmulas depois de ter fechado o livro. Sou tão fraquinha assim mesmo ou será que estou com algum problema de tremedeira? – alô, fravo

     

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    Essa frase é citada muitas vezes, dita pelo próprio Mike, ao comparar junto com Ellie as diferenças sociais vividas por eles. Mesmo pertencendo a diferentes classes sociais, eles não discutem sobre estas questões – a não ser quando suspeitam de alguém a espreita, desejando o dinheiro da moça. Sempre que ele falava “pobre menina rica” eu ficava me perguntando o quê raios ele queria dizer com isso, não apenas na parte rasa das privações que ela sofria por ser rica, mas, além disso… Isso é uma coisa que merece atenção – e um texto sobre.

    A típica problemática do moço pobre casando com a moça rica certamente não me surpreendeu nem um pouco, até eu saber o resto da história. Tudo acontece no período de 1 ano, e o desfecho surpreende. Se pudesse te dar um conselho sobre o livro: preste atenção nos detalhes e no comportamento dos personagens, que detém uma boa capacidade de serem engenhosos.

     

    arranhando na crítica

    Agatha escreve com tamanha genialidade capaz de te colocar dentro do contexto, acreditar na história toda, sentir o que Mike sentiu e PUM: você já está caidinho aos pés do enredo, jurando de pés juntos que tudo o que o narrador fala é verdade. Pelo menos foi assim que me senti. Caí direitinho nas manhas do Mike e no final das contas, me senti como a própria Ellie “Nosso problema, Mike, é que não vivemos no mundo real. Sonhamos com coisas fantásticas que talvez nunca aconteçam.”

     

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    Com certeza não disse digitei nem metade do que gostaria sobre o livro, a questão das poesias musicalizadas que a Ellie tocava, o comportamento de Greta, a interessante mente de Mike… Muitas coisas podem ser discutidas sobre o livro, e isso se dá pela profundidade que cada personagem tem ao ponto de se tornarem reais. Este é um livro que me impactou, vale a pena ler.

     

    Se eu pudesse te dar um conselho para a vida, assim como Mike para Ellie, seria “nunca confie em ninguém”.

    não é sério, hehe

  • lifestyle

    19 “adultices” antes dos 19

    nem tão adultas assim*

    Acho que – finalmente – estou me libertando da pressão que eu mesma coloco em mim pra cumprir prazos (com o blog ‘???’) e pra criar coisas que sejam realmente conteúdo. De tanto me preocupar com essas coisas esqueci que acima disso o blog é algo bem pessoal, é um registro de histórias, sentimentos, imagens, da minha vida. O que vier depois… bom, isso a gente vê depois.

    O ser humano gosta de criar metas, né? De se desafiar, tentar fazer coisas que nunca fez. E assim nossa vida muda do rotineiro ao “uau, fiz alguma coisa diferente”. É a mesma história de sempre, e não é diferente comigo (que traço metas desde os meus 10 anos).

    Amo desafios, coisas difíceis e que pareçam impossíveis, mas não é por isso que resolvi fazer 19 coisas até meu aniversário de 19 anos. Decidi fazer esse “desafio” com o tema principal de “CAI NA REAL, você já é adulta e precisa viver como tal: independente”. Ok, isso não significa que vou dar um jeito de ir morar sozinha em menos de 3 meses, significa que nesse período de tempo preciso adquirir hábitos ou fazer coisas que me coloquem mais perto de uma vida adulta, autônoma, independente. Ps.1: não é sobre estado de espírito e um dia ainda tenho que escrever sobre eu ter o espírito de uma eterna criança. Ps.2: Não esquece da diversão, Nat.

    Tudo se resume a: Quer fazer algo? Então comece, não espere alguém te lembrar do que você quer fazer.

     

    1-matricial
    de 2015, estudando pontos focais em fotografia

     

    Nunca fui muito do tipo que busca conquistar coisas que podem ser concluídas em apenas um momento, com um só objetivo… o que é contínuo demanda mais esforço, leva as experiências e ganhos pro resto da vida, é mais legal. Certo!?

     

    a maioria dos itens na lista abaixo se baseiam em coisas que parei de fazer, mas que thank god descobri que fazem parte de mim, e que, sim, quero voltar a fazer

    19 coisas para fazer antes dos 19 anos

    ~~medinho

    organizadas em grau de dificuldade e prioridades diretamente proporcionais

    • os mais difíceis primeiro – até o 6th
    • os mais “tangíveis” depois
    1. Começar – e não parar – a lutar pelo meu futuro. E quando digo lutar por um futuro, considerando quem eu sou, fica muito claro que tudo se resume aos estudos. Se tem algo que tem sido difícil ultimamente é estudar para o vestibular. Não causa tanta excitação “revisar” aquilo que você já estudou 2, 3 vezes, quanto as matérias que você nem sabia que existiam ao iniciar o curso na faculdade. Não é fácil, mas é necessário.
    2. Cuidar da saúde mental. Seria este o mais difícil? Talvez. Logo após perder direito ao convênio (droga de sistema de saúde) ficou impossível continuar com a terapia. Até hoje não achei outro método mais eficiente de não perder as estribeiras que não seja deitar e ficar olhando pro teto, e como não é possível ter grandes mudanças estando parada, PRECISO arrumar um outro jeito de ficar bem comigo mesma.
    3. Alimentação saudável. Ou, começar a controlar a única coisa que não tenho paciência: consumo de comida. Apreciar o preparo diário de tanta comida – ao invés de comer qualquer bolacha no armário – já é um bom começo. Só eu não tenho paciência com essas coisas?
    4. Fitness lifestyle, really? Not at all. Ta aí uma coisa que comecei a me importar nos últimos tempos: ter um corpo saudável. Como meu biotipo não é ala magrinha, quando criança, coloquei na minha cabeça que tudo bem ter o meu buchinho. Hoje as ideias estão diferentes: tudo bem ter minhas gordurinhas, mas quero ser o mais saudável que meu corpo permitir. E o melhor: aprendi a amar incondicionalmente o exercício físico.
    5. Show love for yoursef, make you beauty. Desde a metade do ensino médio – quando meu tempo se tornou caótico – não tenho cuidado muito bem de mim, e sinto que minha mente ainda vive naquela época: caótica, perdida, confusa e… bem, bagunçada. Okay que não é beem assim, mas o negócio é: parei de cuidar da minha aparência e ainda estou levando tudo pelos cotovelos igual naquela época. Mudança, já!
    6. Viva o AGORA! Enjoy the moment. Contraditoriamente, carreguei comigo aspectos do passado enquanto que no presente estava preocupada com o futuro. Doido né? Mas isso tem que parar. Não é atoa que o tempo é dividido nestas 3 partes: cada uma tem sua importância e precisa ficar nela.
    7. Lidar com o florestalis como UM BLOG. Não é site de conteúdo, não é texto de auto-ajuda, não é divulgação de poema. É de tudo um pouco kssk, porém, muito pessoal.
    8. FOTOGRAFE +. O que mais procrastino desde sempre? Pois é. E o pior de tudo é que faço isso por pura vergonha. Fotografar mais não só trará mais fotinhas para postar, mas irá melhorar a forma como lido com o mundo, com as pessoas e principalmente comigo.
    9. Toque como uma verdadeira musicista. Brincadeiras a parte, essa é a coisa que deixei de me esforçar faz o tempo e a que mais me faz falta.
    10. Aprender a andar de bicicleta, porque não pode virar adulto e não saber pedalar aqui e acolá.
    11. Começar a escrever meu livro, pois, como todos os amantes da escrita “as histórias nunca foram só pra nós, mas para o mundo”. Generalizing, its not real.
    12. Subir de nível pra jogar as ranqueadas 5×5 e 3×3 flex (league of legends). Não tem nem o que comentar nessa, quem sabe, sabe. rs
    13. Começar a seguir ordem de leitura para a DC Rebirth. Se essa não é a coisa mais esperada para o Ritchie eu não sei o que é. DC Rebirth é a nova geração de histórias em quadrinhos da DC, e tudo o que dá pra dizer sobre isso é: se esforça pra ler, sério.
    14. Voltar às origens animê: Naruto Shippuden me aguarda (desde muitos anos atrás).
    15. Desenhar, sempre. E qual o real motivo? Te conecta com seu interior, desenvolve hand skills e é uma terapia, mais que a escrita, menos que a música (nas minhas perspectivas).
    16. Aprender novas línguas. Comunicação não é o meu forte e é por isso que GOSTO TANTO dessa área. Frânces e alemão são as da vez (agora que sei um pouco do inglês).
    17. Sair com mais frequência. Não tenho espírito nômade, mas necessito sair de casa o tempo todo. Quando não o faço, fico doida.
    18. Reenviar todas as fotos que tirei <3. The most difficult? Maybe. Meu complexo de perfeccionismo m atrapalha bastante na parte profissional em fotografia. Se deixar, fico 3 horas editando uma foto sequer. Então… quero reenviar as fotos que tirei pras pessoas, e assim ficar mais tranquila, em paz comigo.
    19. Mudar o quarto é algo constante na minha mente: parece que nunca estou satisfeita. Mas desta vez é diferente, só quero que atenda às minhas necessidades minimamente artísticas e intelectuais. (por quê comecei a falar difícil do nada? foi automático, n tenho culpa).

     

    Sem consolo de: tudo bem não conseguir fazer tudo. Sem essa. Você consegue. Só vai.

  • aleatoriedades,  sessão online de terapia

    efemeridades nem tão efêmeras

    Para. Senta. Respira. Você não precisa terminar isso hoje. Não precisa terminar a lista de tarefas do mês em um dia. Calma. Fecha o olho. Breath deeply. Lembra que mais do que uma máquina chamada ‘corpo humano’ há uma alma dentro de você, que precisa ter seus próprios cuidados. Vai muito além de uma lista de tarefas. De um planner. De um evento que você tem amanhã. Vai além até mesmo dos seus estudos. Da vaga no vestibular. Das fotos do job que estão pra tratar. Das tarefas a fazer. E…. No-va-men-te: Para, respira, olhe ao seu redor, lembre que ‘cara, estar viva é o suficiente’ e que você precisa se manter viva.

    Healthy lifestyle. Vida fitness. E tudo isso ainda acompanhado com o Moral Sense e a tal da ética. Não pode fazer isso. Não pode fazer aquilo. Tem que ser desse, daquele, de um outro jeito. Para. Tá errado. Tá tudo errado. Você não precisa viver segundo as regras. Só res-pi-ra.

    Mas e os livros a ler? Como vou pagar aquela conta? E o dinheiro que eu precisava para poder morar sozinha? E aquelas questões do evil que não consigo responder? E as expectativas que não consigo manter? Mas e aqueles que precisam da minha ajuda? O que será que preciso fazer? Será que tenho mesmo que me preocupar com isso tudo?

    Okay. Novamente: para. Arruma a postura na cadeira. Tira as mãos do teclado por uns segundos. Escuta o que tem dentro de você. Respira fundo e faz 5 segundos da meditação que você aprendeu naquele aplicativo legal. Lembra que assim como você, todo mundo passa por turbulências.

     

    RES

    -PI

    -RA

     

    Passou.

    Mas eu sei que vai voltar.

     

    que a escrita continue ajudando

    forever and ever

  • aleatoriedades,  sessão online de terapia

    carta para o amor da minha vida

    mini-playlist do texto: Sou movida por música. Essas são algumas que ouvi durante a escrita e que guiaram a ordem das palavras (e as que tem sentido com o contexto): Next to me – Imagine Dragons, Of Monsters And Men – Empire e Of Monsters And Men – Sloom, nessa ordem, neste link ♥

     

    Assim como muitos outros dias, hoje não está sendo fácil. E como vários outros dias, não tenho bons motivos para estar desanimada. Hoje tinha tudo para que eu me sentisse feliz e realizada, mas não é assim que me sinto. Perdoe-me se não te inseri num momento de extrema alegria, mas é de você que lembro quando não estou bem.

    Uns dizem que é bloqueio literário quando não conseguimos escrever, eu acredito que isso seja bloqueio emocional. Quando não consigo lidar com um sentimento, sinto como se minha vida estivesse congestionada. Sintomas físicos: dor de cabeça, muscular e respiração ofegante. Sintomas psíquicos/comportamentais: ansiedade contínua, falta de foco, indecisão, impossibilidade de tomada de decisões.

    Você não gosta de ouvir meus relatos repetidos sobre como me senti mal hoje, é como se você se sentisse triste ao perceber que seu primeiro conselho não foi seguido, ou não deu certo, ou não consegui fazer. E hoje venho aqui pra te dizer é você que tira todos os meus boqueios mentais, e muitas vezes não precisa nem falar nada.

    Junto com todos aqueles sintomas físicos, mentais e comportamentais, e ainda essa minha mania de tentar usar palavras difíceis para tentar aumentar meu vocabulário e para aprender a falar de um jeito mais eloquente que, sempre me atrapalha na hora de colocar pra fora meus sentimentos, vem aquela pressão que me aperta, um breve sentimento de desespero e logo após um contínuo (às vezes, abrupto) alívio derramado em uma lágrima. Por algum motivo essa coisa de chorar se tornou algo muito difícil, é como se eu estivesse segunrando há tanto tempo, que é quase impossível soltar. E talvez seja isso mesmo. Hoje não correram lágrimas dos meus olhos, apenas palavras com o movimento dos meus dedos, minhas lágrimas codificadas.

    Sei que não estou com você e que este texto só estará sendo redigido em sua mente daqui uns dias, mas o “imaginar falar com você” já foi capaz de me aliviar, assim como faz o seu abraço.

    Acreditar no nosso amor não foi algo que fiz desde o começo, você sabe, diferente de você que botou fé. E diante de tantas incertezas e inseguranças da minha vida, eu sei que você é o amor da minha vida.

     

     

    “Eu conheci um homem hoje, e ele sorriu de volta pra mim.

    Há pensamentos como este que me mantém de pé.”

    Of Monsters And Men – Sloom

     

     

    brigado, Deus, por eu ter conseguido colocar esse tantão de coisa pra fora.

     

    Este texto faz parte da categoria aleatoriedades porque veio direto do coração, ou seja: não pensei, não planejei, não me preocupei com a gramática nem concordância nem essas outras coisas que fazem parte da criação de um outro texto com tema específico. Foi espontâneo e provavelmente não passou por revisão.
  • estudos

    sobre sonhos e resolução de problemas

    10:40 da noite, matéria “atrasada” e corpo levemente dolorido pelas horas sentadas em uma cadeira que parece extremamente confortável até você ficar 5 horas nela sem levantar.

    Deveria estar dormindo ao invés de vir aqui escrever bobeirices, mesmo sabendo que vai me ajudar” é a frase que mais ronda minha mente no momento, logo depois da “Menos leitura e mais exercícios“. É difícil pensar na minha vida sem os estudos e, consequentemente, minhas maiores preocupações – e gratificações – vêm dessa coisa linda que é estudar. Desta forma, é sobre os estudos que mais vou escrever (sempre tentando focar em outras coisas, porque o blog é, principalmente, minha forma de manter meu lado humano – já que a convivência social tá difícil).

    medo-tentar-nao-conseguir (3)

    O primeiro tapa na cara nessa vida de vestibulanda pra fuvest chegou mostrando que eu deveria ter um tempo pra cuidar e mim e não ficar estudando 10 horas seguidas. Quando finalmente consigo entender e colocar isso em prática, outro tapa na cara: “esquece os textos e vídeos aulas, o que tu precisa fazer é resolver muitos exercícios“. Queria que não fosse verdade.

  • estudos

    3 formas de tirar o atraso dos estudos

    Dentre todos os desabafos que ouço desde que estudo para o vestibular, a história do atraso é aquela capaz de tirar noites de sono – seja estudando a matéria acumulada, ou sofrendo de insônia por preocupação. Pensando nisso, resolvi colocar aqui 3 formas de tirar o atraso dos estudos de acordo com sua personalidade e tempo disponível. Elas podem até parecer loucura, mas realmente funcionam se feitas do jeito certo: com sangue nos olhos (ou, com toda a força de predador que temos dentro de nós).

    Tenha em mente – ou no papel – todos os tópicos que precisa estudar, todos os espaços livres na semana e em quanto tempo deseja terminar de estudar tudo. Tente não ficar louco e manter a saúde mental estável para ter um bom rendimento, leia sobre isso neste link.

     

    3-formas-tirar-atraso-estudos

    Confere aí embaixo os 3 melhores métodos de colocar a matéria em dia.